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Navegando com os pés 

Bicicleta adaptada para a água, a waterbike une lazer com exercício e conquista adeptos nas praias brasileiras

POR BRUNO SEGADILHA

Uma maneira diferente de mexer o corpo e se distrair vem ganhando adeptos entre os fãs de esportes aquáticos. Trata-se da waterbike, equipamento que tem se popularizado nas praias do País. O conceito lembra o de um pedalinho: o ciclista gera propulsão para se deslocar pela água girando os pedais. Mas as semelhanças param por aí. O projeto é de uma bicicleta adaptada sobre flutuadores de lona infláveis, que atinge uma velocidade de até 13km/h.

Além de relaxar a mente — imagine a sensação de deslizar pela superfície da água —, a bicicleta aquática funciona como um bom exercício aeróbico, comparado aos treinos nas bicicletas de academia. “É uma atividade lúdica e divertida, com esforço similar ao utilizado em uma bike com cargas bem pesadas ou de um passeio em uma ladeira íngreme”, afirma Nuno Cobra Jr., especialista em qualidade de vida e treinamento integral.

O equipamento usado no litoral brasileiro é na verdade uma versão criada pelo casal Izabelle Soares e Mateus Frois. A ideia surgiu em 2005, quando observavam uma competição de embarcações movidas a propulsão humana na Alemanha. Engenheiros aeronáuticos, entusiasmaram-se com a novidade e decidiram investir no projeto. Assim criaram a Chiliboats, empresa que hoje fabrica o equipamento, batizado de Bikeboat, e exporta a engenhoca para 13 países, incluindo Canadá, Israel e… Alemanha.

As waterbikes podem ser alugadas em algumas praias do País, como a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a do Bessa, em João Pessoa, além de Barra de São Miguel, em Alagoas, e Ubatuba, em São Paulo. O aluguel vai de R$ 50 a R$ 100 por hora. O equipamento também pode ser comprado e custa em torno de R$ 7.500. “A bicicleta aquática é totalmente dobrável e fica do tamanho de uma mochila. Ela também é leve porque a estrutura metálica é feita de aço e alumínio. Por isso pode ser levada para qualquer lugar”, explica Izabelle.

O engenheiro
Mateus Frois e
sua Bikeboat,
em Porto
Belo, litoral
catarinense

MANUAL DE

SOBREVIVÊNCIA

ESPORTES AO AR LIVRE EXIGEM CUIDADO DOBRADO. O ESPECIALISTA NUNO COBRA JR. DÁ ALGUMAS DICAS PARA VOCÊ NÃO PASSAR APERTO DURANTE A ATIVIDADE FÍSICA

PROTEÇÃO SOLAR

Use filtro resistente a água e a suor, com fator de proteção solar (FPS) acima de 30. “Se puder, use camisa de manga comprida, calça de lycra e boné, pois o sol e o sal do mar são uma combinação terrível para a pele”, diz.

HIDRATAÇÃO

Durante o exercício, o corpo perde mais água do que pode produzir, ainda mais ao ar livre, sob o sol. Beba bastante líquido para evitar uma desidratação.

ALONGAMENTO

Passar muito tempo sentado na bike pode comprimir sua lombar. Compense com alongamento. “É importante porque, ao longo do tempo, exercícios na bicicleta podem trazer problemas para a coluna.”

DIVERSÃO SOB O SOL // ESPORTES AQUÁTICOS QUE TAMBÉM FAZEM A CABEÇA E CUIDAM DO CORPO

PADDLE

Variação do surfe, em que a pessoa fica em pé na prancha e usa um remo para deslizar sobre a água. Exige equilíbrio e treina os músculos das pernas, dos braços e do abdômen.

FLYBOARD

Lembra uma prancha de wakeboard, mas traz uma mangueira conectada a uma turbina que impulsiona o equipamento a uma altura de até oito metros. O praticante treina equilíbrio e força.

KITESURFE

É uma mistura de windsurfe, surfe e esqui. O praticante desliza pela água puxado pelo kite, uma espécie de vela ou “pipa”, como o nome sugere. Trabalha braços, pernas e costas, além do equilíbrio.

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